segunda-feira, 25 de agosto de 2014

21.º Domingo do Tempo Comum

"Dar-te-ei as chaves do Reino do Céus; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu” (Mt 16, 13-19)

O Evangelho deste domingo toca-me de forma especial...pois foi este o texto que serviu de inspiração para o nome do meu filhote... Tudo tem uma razão de ser...

E se hoje te encontrasses com Jesus, e Ele te atirasse assim de repente a pergunta: “Para ti, quem sou Eu?”.

E desta resposta depende, verdadeiramente, a transformação da nossa vida. É de uma grande responsabilidade, porque podemos criar imagens erradas de Deus, de Jesus, d’Ele próprio. Porque a fé não é a nossa fé. A vida cristã não é uma ideologia, não é uma filosofia, não é uma moral. É uma relação íntima com Jesus, uma relação íntima com Ele. E se esta relação é verdadeiramente profunda não há nada que a destrua. E aqui começamos a ser discípulos. E então responderemos como Simão Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. E Jesus gostou daquela resposta.

Mas disse-lhe: “Pedro, não são palavras tuas. Não foi a carne, nem o sangue que te revelaram isso, mas foi o meu Pai que te revelou isso”. De facto para nós Jesus será sempre um mistério, é impossível conhecê-lo sozinhos, sem ser em comunidade. O nosso conhecimento não alcança quem Ele é. Mas relacionando-nos com Ele e ouvindo a sua Palavra crescemos n’Ele e então ficamos a saber quem Ele é. 

E então, Jesus quase como agradecido, diz: “Tu és Pedro e sobre esta pedra eu construirei a minha Igreja”. E, portanto, Pedro sentiu-se apanhado, desta maneira, com uma missão nova. Jesus era a pedra angular da igreja. Ele como missão tinha de ser a pedra sobre a qual se iam erguer as comunidades cristãs e ia nascer o novo povo de Deus, a nova Igreja. Um desafio imenso...

Esta Igreja já passou por muita coisa e teve muitas contradições ao longo dos tempos. Também Jesus as teve. Porque a Jesus aceitavam que Ele era o Messias pelo que fazia, mas não acreditavam que Jesus fosse aquele homem simples, pobre. E, também, de Pedro muitas vezes se desconfia: “Como é que um homem pode governar a Igreja e o mundo?”. Pois não é a carne, nem o sangue que move o Papa Francisco que agora nos rege em nome de Jesus, mas é, de facto, o Pai que está nos céus.

Nos dias de hoje é importante testemunhá-lO e levá-lO a cada homem e a cada mulher. O Mundo procura Deus onde Ele não existe. O homem e a mulher dos nossos dias precisam de acreditar em algo...e bem sei que as alienações são imensas...e o Mundo tem propostas aparentemente mais tentadoras...contudo não geram a Vida!!!