terça-feira, 12 de maio de 2015

Tenho muito que amar...

Tenho dias que me queixo imenso da minha vida... Em que penso nas mil e uma possibilidades de caminhos diferentes que podia ter seguido... Mas quando paro para pensar o discernimento aparece... E tenho a certeza que é o amor que dá sentido pleno à vida, que faz existir o outro e o eleva, que não procura retorno e quer sempre a felicidade do amado. É esta a seiva da nossa existência. Se não é por amor, que sentido têm o trabalho, os compromissos, os laços, a criatividade, a alegria e a festa, a justiça e a verdade, a arte, a beleza, a cultura, o rir e o chorar com os outros, o sofrimento absurdo e misterioso, o sonho e a esperança?

Isto é o essencial que parecemos esquecer, quando a nossa vida se torna mais rotineira do que uma experiência de amor, e a convivência e os carinhos se tornam obrigações pesadas, desvinculados de valores, e prolongam um modo de estar triste, cinzento, azedo e pesado. O amor é o essencial, contudo não é fácil; é o mais difícil, mas sem ele produz-se um vazio que nada consegue encher. Bem dizia Sebastião da Gama: “Tens muito que fazer? Não, tenho muito que amar!