sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Votar, precisa-se...

Amanhã é que é o dia da reflexão para as legislativas mas eu faço-a já hoje... Garantiam os "paineleiros" que este Governo não chegaria ao fim. E, afinal de contas, o Governo chegou ao fim, atingindo algo que nunca tinha acontecido: é a primeira vez que uma coligação (PSD+CDS) completa o mandato em 40 anos de democracia. 
Durante este tempo vários profetas da desgraça se enganaram nas suas previsões. E arrisco dizer que domingo a coligação PàF pode vencer, mais uma vez contrariando aqueles que me rodeiam... maiorias absolutas não vão existir mas acredito que possam vencer novamente. Aliás, há um ano, esta hipótese era descartada pelos tais "paineleiros". Agora parece que é mesmo uma hipótese com ares de verídica. Veja-se que todas as sondagens indicam o mesmo e não acredito que todas estejam erradas.  Este facto não é mérito das palavras do Passos Coelho, nem dos fatos do Paulo Portas, mas por demérito do PS.
O PS pode perder as eleições depois de 4 anos de austeridade liderada pelo Governo por várias razões. À cabeça, a PàF é a única solução que oferece estabilidade. A esquerda não se entende e o PCP será sempre um bloqueio a coligações. Depois o PS geriu muito mal duas pastas: a de Seguro (abandonado à sua sorte) e a de Sócrates (o PS nunca o abandonou). E as pessoas que podiam votar PS não entendem estes assuntos e afastaram-se. Por fim, as pessoas também sabem que um governo PS não poderá ser muito diferente da governação bicéfala de Passos Coelho e Paulo Portas. E assim, para quê mudar de urso, quando já sabemos o que a casa gasta?
Por fim, no pouco que fui acompanhando da campanha o PS insistiu sempre que estes quatro anos que passaram foram tempo perdido. E, poxa, não podem ter sido!!! Os sacríficios nunca podem ser em vão, têm sempre de fazer sentido. E nesse sentido tenho que olhar para o futuro com optimismo. A sociedade está a mudar; as exportações cresceram, há um regresso à produção, há esperança em imensos setores, há luz ao fundo do túnel.
Mas à parte destes raciocínios, que valem o que valem, o que conta mesmo é ir à urna e votar...