segunda-feira, 14 de julho de 2014

O quarto na história da Mannschaft



Foram 120 minutos de bom futebol e de muita luta. No final do tempo regulamentar, a Argentina até teve mais oportunidades de golo, mas nunca conseguiu concretizar. A Alemanha mostrou ser uma equipa mais madura e conseguiu concretizar numa altura em que o futebol praticado não era de tanta qualidade. 

A Alemanha sagrou-se pela 4.ª vez campeã mundial de futebol. Depois de 1954, 1974 e 1990 os alemães voltaram a dominar um Mundial, desta vez no Brasil, considerado o país do futebol. 

A equipa orientada por Joaquim Low faz história ao tornar-se na primeira seleção europeia a vencer um campeonato do mundo realizado no continente americano.

Supremacia, eficácia, trabalho, eficiência...

15.º Domingo do Tempo Comum


Sempre me incomodou precisar de utilizar ervas aromáticas, frescas, ir ao supermercado comprá-las e utilizar um ou dois pés nos meus cozinhados. Guardar o restante molho no frigorífico e quando voltava a pensar em utilizá-lo, a salsa ou os coentros já estavam sem jeito...

Vai daí coloquei mãos à obra e semeei no meu quintal as minhas próprias ervas aromáticas. A saber: salsa, coentros e hortelã. É preciso organização e disponibilidade mas pude perceber como a terra é benigna para quem a cuida e como as sementes são surpreendentes. É verdade que é mais ou menos trabalhoso mas a regra da multiplicação, quando não há intempéries ou imprevistos, é verdadeira. Por isso é grande a dor perante o desperdício de frutos ou produtos agrícolas que as regras do mercado lançam ao lixo. Ou o estado de abandono de frutos nas árvores que os proprietários não apanham nem partilham.

Segundo dados de 2012, “em Portugal cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano (17% do que é produzido) vai para o lixo, e nos 27 Estados Membros da UE a produção anual de resíduos alimentares ronda os 89 milhões de toneladas, estimando a UE que possa chegar a 126 milhões de toneladas em 2020. 30% dos produtos horto-frutícolas na Europa vão para o lixo!”. Estes dados levaram o Parlamento Europeu a aprovar este ano de 2014 como Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. Às iniciativas urbanas (Re-food, Zero Desperdício) outras podem juntar-se, nomeadamente de cariz mais local (a nespereira que deu fruta abundante, ou o couval que se estragará se não fôr colhido e que poderiam ser partilhados…). Não se trata de desvalorizar o trabalho e alimentar a preguiça mas de promover uma justa partilha e reconhecer que a abundância de uns pode colmatar a penúria de outros.

Que dizer então das sementeiras e colheitas que acontecem na alma de cada pessoa? Como as valorizamos e estimulamos? Que qualidade procuramos para as sementes e com que cuidado favorecemos o seu crescimento? O semeador da parábola põe em causa as regras da agricultura! Então ele semeia sem se importar com o terreno? Parece um desperdício, mas lança as sementes com uma esperança invulgar: deseja que cheguem a todos os terrenos! É porque não lhe faltam sementes, e parece estar aberto à surpresa da sua força. Talvez nos aponte a universalidade da sementeira especial que é evangelizar. Para não cairmos em “condomínos espirituais” ou “quintinhas de terrenos bons”! 

É a alegria do semeador o que mais ressalta desta parábola. A semente que espalha não acaba, pois é o inesgotável amor de Deus. A sua preocupação não é a abundãncia da colheita; ela fará feliz principalmente aquele que der fruto. Ele não quer sementes desperdiçadas em sacos bafientos, guardadas como se tivessem valor por si, sem serem semeadas. E Ele que é semeador faz-se semente confiada às nossas mãos, às mãos da Igreja. Guardá-l’O é impedir que se multiplique!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

E se voltássemos a ter as fotografias na parede?


Siiiiimmmmmm....


Esta é a proposta da Onframe. Uma empresa portuguesa criada por dois arquitectos e dois designers que arranjaram esta forma de recuperar o lugar da fotografia no espaço doméstico. Excelente!! Gosto imenso de paredes cheias de fotografias com momentos únicos de passagens da nossa vida!


As Onframe são pequenas molduras com 14x14cm de medida, sendo que cada fotografia fica com a medida 12x12cm. São compostas por aglomerado de madeira e podem combinar até duas cores diferentes, dando origem a 100 combinações possíveis.


A Onframe junta o digital ao tradicional, isto é, a ideia tradicional de partilhar as fotografias fora do mundo digital e simultaneamente a democratização e maior acessibilidade das máquinas fotográficas e da própria fotografia.


No entanto, e ao contrário do sistema mais tradicional, o furo na parede não é necessário, já que o sistema de suporte se baseia num íman – que permite, inclusive, que se vá trocando de Onframe.


Acho verdadeiramente espetacular...e custam apenas 15 euros!!!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Optimus Alive começa já hoje...e em Português


Do Princípio já toca nas rádios nacionais desde o avanço do single zero, Aquilo Que Eu Não Fiz, cujo videoclip foi feito pelos próprios fãs de Tiago Bettencourt

“É como qualquer coisa que te inquieta. Escrevi o ‘Aquilo Que Eu Não Fiz’ quando tinha acabado de passar um recibo verde e fiquei muito revoltado com o que me tiraram…. São coisas assim simples, que de repente te fazem pensar”.

Sei que as estrelas da noite no Optimus Alive são os Artic Monkeys e também sei que por causa dos meus filhotes não poderei ir ao festival...mas também sei que o concerto do Tiago Bettencourt será fantástico e valerá muito a pena...Quem puder, não hesite...

Queres ir à final da Copa do Mundo?

Então tens que ter um Papa!!!!!

O Papa Emérito Bento XVI é alemão e o Papa Francisco é Argentino...

Este é o segredo do sucesso...

Esqueçam as temperaturas, as humidades, os centros de estágio, as lesões, o excesso de jogos durante a época, etc...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Massacre de Belo Horizonte


"A gente faz música 
 E não consegue gravar
 A gente escreve livro
 E não consegue publicar
 A gente escreve peça
 E não consegue encenar
 A gente joga bola
 E não consegue ganhar".

 Roger Moreira, nos anos 80', escreveu a letra de "Inútil", cuja música seria adaptada pelos "Ultraje a rigor", em pleno período da ditadura militar. 

Hoje, 30 anos depois, os dois últimos versos do excerto acima citado estão mais atuais que nunca e a memória do que se passou no Estádio Mineirão perdurará enquanto perdurar a evidência de que este Brasil não estava preparado para lidar com a adversidade.

A tragédia não foi algo anunciado previamente. Nada fazia projetar um resultado tão desnivelado (Brasil 1-7 Alemanha), numa meia-final de um campeonato do mundo organizado pelo Brasil, assim como nada fazia prever que o Titanic ou o Poseidon fossem ao fundo.

Demérito total do "escrete" de Scolari e mérito sem grande esforço ou suor de uma máquina bem oleada é a conclusão a extrair de uma partida que terminou aos 45'+2' da primeira parte, com o apito do mexicano Marco Rodríguez a indicar o caminho dos balneários a uma equipa desolada e a um conjunto com um brilhozinho intenso no olhar.

Para trás ficou uma das mais inesperadas etapas inaugurais de um encontro decisivo para a final de um Mundial. Tão inesperada foi a voracidade da entrada dos "canarinhos", com um país inteiro do seu lado, como a resposta germânica, que transformou o sonho brasileiro num pesadelo de dimensões colossais.

A capacidade fria e precisa da finalização da Mannschaft era sobejamente conhecida e foi certamente analisada por "Felipão". Mas o futebol apoiado e organizado da Alemanha originou um canto, aos 11'. Muller surgiu solto no "coração" da área, os brasileiros foram todos atrás de uma ameaça invisível chamada Hummels e o avançado do Bayern inaugurou o ativo. Vejo as imagens deste golo e considero os movimentos coletivos da seleção alemã simplesmente geniais...

A caixa de Pandora tinha sido aberta sem recurso a ato forçado. Foi só introduzir a chave correta. A partir dos 11', nada seria como dantes.

Klose, aos 23', fez história, ao tornar-se no melhor marcador dos campeonatos do mundo (16 golos) e a tendência do apuramento do primeiro finalista começava a ficar definida. Dois minutos depois, Kroos (que jogador!!) fazia o 3-0 e as lágrimas já escorriam, abundantes, do rosto de um país que não adivinhava a devastação que se adensava no horizonte negro, carregado de nuvens. A tempestade consumou-se um minuto depois, com Kroos a "bisar". E, aos 29', Khedira concretizou uma "manita" impensável.

Ainda houve segunda parte. Para Joachim Low poder dizer aos seus jogadores para dosearam esforço e pensarem na final de domingo. Schurrle, lançado durante a segunda metade, ainda fez o 0-6 e o 0-7, começando a definir o resultado mais "gordo" registado numa "meia" de um Mundial.

Óscar conseguiu o famigerado golo de honra já em período de compensação. Tarde demais.

O "hexa" do Brasil fica adiado. O "tetra" da Alemanha - a melhor seleção da atualidade, sem sombra de dúvidas - está mais perto.

Para os alemães não há problemas com humidades e temperaturas, com os 1001 jogos feitos durante uma longa época, o hino é cantado com sobriedade e sem fantuchadas e uma oportunidade criada de golo dá mesmo golo...

No fim do jogo, em vez de festejarem como se não houvesse amanhã a passagem à final de um Campeonato do Mundo, cumprimentaram todos os jogadores brasileiros como que percebendo um pouco a dor destes...

Brazil-germany-records

segunda-feira, 7 de julho de 2014

14.º Domingo do Tempo Comum

"Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração"  Mt 11, 29

Viver e aprender foi a resposta que o fadista Carlos do Carmo deu à jornalista que, por ocasião da atribuição do Grammy de carreira, lhe perguntou o que lhe faltava ainda. Uma resposta simples com a grandeza e humildade de quem partilhou a sua alegria com os que passam situações difíceis: o meu fado é tosco agasalho mas também pode aquecer.”! E terminou dizendo: enquanto Deus me der saúde farei o melhor que souber e puder. No respeito pelo gosto de todos sublinho a força das palavras simples que revelam o homem e a sua obra, e se entrelaçam com aquelas que Jesus nos oferece no evangelho de ontem. A mim surpreendeu-me!

Vinde a Mim. A experiência cristã é sempre a de um encontro. Um encontro pessoal, olhos nos olhos e frente a frente, com Jesus. Podemos ler tudo o que se escreveu sobre Ele (e não foi pouco), receber todos os testemunhos (e são importantes), mas nada pode substituir estar com Ele. É um encontro que é dom de Deus, já não baseado nos sentidos (como o que os discípulos fizeram), mas na graça do Espírito Santo. Não menos real nem profundo, e capaz de mudar a vida toda por amor. Na intimidade, na palavra, nos sinais, nos irmãos, na Igreja, este encontro multiplica-se. E é sempre libertador, sempre Jesus a “aliviar” os nossos cansaços e opressões, sempre a iluminar a nossa vida. E quando isso não acontece, quando o peso dos pecados ou a carga das obrigações aumentam, quando o coração parece ainda mais apertado, não houve encontro com Jesus.

Tomai o meu jugo. O jugo “suave e a carga leve” que Jesus oferece opõem-se às “cargas pesadas” que fariseus e escribas impunham. Ele não quer servos mas amigos, não atrai com leis e preceitos mas com amor, não quer funcionários mas irmãos. Oferece um modo apaixonado de viver, com surpresa e encanto em vez de monotonia, com criatividade e responsabilidade em vez de subserviência, com entrega e ousadia em vez de acomodamento. É uma vida a fazer o melhor que está ao alcance de cada um, e que Deus está sempre a despertar no mais íntimo de nós.

Aprendei de Mim. Não é preciso procurar outros modelos. Jesus não propõe nada que não tenha vivido. E não vem complicar a nossa vida, antes simplifica-a, ilumina-a e mostra a sua beleza, torna-a mais saudável pelo caminho da humildade. Porque conhece a dificuldade dos nossos caminhos, valoriza os nossos esforços e perdoa os nossos erros, com quem podemos aprender melhor? É uma aprendizagem que se faz em caminho, com Ele e com os outros, reconhecendo os dons únicos que cada um pode desenvolver, animando e levantando quem cai ou esmorece, dando sempre o melhor.

Viver é também aprender. Triste de quem “arruma as botas” antes do tempo, e reduz a sua vida a hábitos ou rotinas vazias, a “passatempos” que não fazem crescer a alma, a lamber feridas que só a coragem de enfrentar novos desafios pode curar. O encontro com Jesus Cristo liberta de todo o fatalismo e inaugura um dinamismo que nunca mais acaba. 

O fado torna-se então alegria de viver. Viver a aprender!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Portugal sem fogos depende de todos


Porque a floresta faz parte da nossa história. 
Porque a floresta é essencial à vida. 
Porque dá emprego a muitas pessoas. 
Porque contribui para a nossa riqueza. 
Porque é fundamental para absorver carbono. 
Porque é fonte de biodiversidade.


Todos os verões assistimos a imagens degradantes de fogos a queimar as nossas florestas...

Todos juntos podemos contribuir para minimizar este flagelo!!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bem-vindo à vida...

Agora que terminou a licença de parentalidade e a minha vida quer começar a voltar ao normal, ainda que com dificuldades, consigo, a esta distância, lembrar-me dos primeiros pensamentos que tive quando o meu filho nasceu.

Basicamente, no exato momento em que o Simão veio ao Mundo, e eu lhe cortei o cordão que o unia à mãe, murmurando baixinho disse-lhe: eu te inauguro, meu filho, bem-vindo à vida!

E enquanto eu estava neste registo, também sabia que havia homens, lá fora, a assassinar outros homens, ou a prepararem-se para assassinar outros homens. Havia homens ocupados a adestrar adolescentes na arte da guerra (Jihad); havia homens concentrados na difícil tarefa de torturar prisioneiros, e outros tantos engendrando máquinas destinadas a mutilar, a ferir e a matar inocentes.

A história da humanidade é uma história da crueldade, mas é também uma história contra a crueldade! E ver o meu filho cresceu de dia para dia é algo que merece a pena ser vivido!

Muitas graças Simão!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Licença de parentalidade...FIM!!!


Dia de loucos... Não parei um minuto!!!

Basicamente, secretária um caos, e-mail nem comento e solicitações várias!!!

Lentamente espero entrar na rotina...

Apenas precisava que estes dias tivessem mais que 24 horas para poder fazer tudo o que tenho em mente!!!

Certo que toda a gente pergunta se está tudo bem com o bebé, com a mãe, as manas, etc...Mas e eu? Ninguém pergunta como está o pai da criança? BUUUU... Será que não conto neste processo todo?