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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Ronaldo - o filme

"Fui feito para ser o melhor. Isso faz parte da minha maneira de viver a vida": é com estas palavras que se pode resumir o documentário sobre Cristiano Ronaldo
A obra, dos mesmos criadores dos documentários sobre Ayrton Senna e Amy Winehouse (vencedores de prémios Bafta), retrata o caminho desde a infância até ao topo do futebol mundial, incluindo não só imagens dos melhores momentos da sua carreira, mas também depoimentos de muitos dos que se cruzaram no percurso do melhor do Mundo, além de outros casos emocionantes como a intervenção da sua mãe ou da convivência diária com o filho.
Pessoalmente, a vida de CR7 toca-me porque nada se consegue sem trabalho. E nisso ele é um exemplo, trabalha muito! Outro aspeto importante é o destaque que confere à sua família e ao seu núcleo reservado de amigos, que são sempre os mesmos. Por fim, a forma como lida com os bens materiais, nomeadamente os carros. Tem uma garagem cheia deles, e qual deles o melhor, contudo aborda o assunto sempre numa atitude humilde e nunca como ostentação. E gosto disso!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Missão Impossível: Nação Secreta

Puro entretenimento... Confesso que este tipo de filmes não são o meu género preferido. Gosto de filmes que transmitam mensagens, que acrescentem valor à minha vida... Geralmente, baseados em factos reais... Mas a Missão Impossível: Nação Secreta vê-se bem. Tom Cruise (Ethan Hunt) mantém a forma e muito do que é o filme depende da sua interpretação. Sem ele o filme não teria o mesmo impacto. Sabe bem viajar desde a Ópera de Viena até Marrocos, passando pela bucólica Londres. Ponto alto, a voz do vilão Sean Harris (Salomane Lane)... Não vou comentar mais... Muito bom!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Mundo Jurássico

Em 1993 fui pela primeira vez ao cinema... não sabia ao que ia mas sabia que queria ir. A velhinha Sala da Cultura da Quimigal estava completamente cheia para ver o Parque Jurássico. Foi uma experiência enorme para mim e talvez por isso seja hoje um apaixonado pela 7.ª arte. 
Assim, há mais de 20 anos, milhões de espectadores em todo o mundo ficaram de respiração suspensa perante as imagens de uma ilha repleta de dinossauros. No Parque Jurássico, as criaturas tinham sido resgatadas da extinção através da clonagem, graças à mente visionária do multimilionário John Hammond (Richard Attenborough). O objetivo era oferecer um parque onde pessoas de todas as idades pudessem observar aqueles extraordinários animais no seu "habitat" natural. Mas, quando o sistema de segurança falhou, os testes ao parque temático transformaram-se num pesadelo sem precedentes. 
Agora a ilha foi transformada no Mundo Jurássico, um parque tal como antes fora imaginado por Hammond. Mas, depois de dez anos de atividade, o sucesso do parque foi decrescendo e atualmente o seu futuro é incerto. De forma a atrair novos visitantes, é criada uma nova criatura híbrida (e aqui pode pensar-se sobre os efeitos das alterações genéticas!) que promete surpreender. Contudo, o resultado é uma criatura altamente inteligente e adaptada, cujos instintos assassinos vão colocar milhares de pessoas em perigo…
Um filme, que à semelhança do primeiro, me conseguiu deixar colado ao ecrã e a vibrar com todos os acontecimentos. Gostei muito e recomendo!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A idade de Adaline

Um filme que fala de amor, que toca num assunto que muitos ambicionam - a longevidade, e que tem também algo de original... Adaline Marie Bowman (Blake) nasceu no primeiro dia do ano de 1908. Ela viveu todas as experiências da infância, da juventude e do início da vida adulta como qualquer pessoa de sua época. Namorou, casou, teve uma filha, construiu uma família. Até que em meados dos anos 1930, sofre um acidente de carro fatal – mas naquele momento, aconteceu algo inacreditável, cujo efeito foi quase mágico... Adaline Bowman ficaria imune à devastação do tempo. Após permanecer milagrosamente com 27 anos por décadas, Adaline tem uma existência solitária, nunca se permitindo ficar próxima de alguém para não ter seu segredo revelado. Ela perde o marido, familiares e acompanha sua filha Flemming (Ellen Burstyn) envelhecer. Mas um encontro inesperado com o carismático filantropo Ellis Jones (Michiel Huisman) parece acender novamente sua paixão pela vida e pelo amor. No entanto, no primeiro final de semana com os pais de Ellis (Harrison Ford e Kathy Baker) acontece algo totalmente inesperado, que pode ameaçar o segredo guardado a sete chaves e fazer Adaline tomar uma decisão que pode mudar toda a sua vida. Gostei muito do enredo e do desenlace final... recomendo muito!!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Um vizinho insuspeito

Gosto de thrillers psicológicos... e este não sendo um grande filme acabou por me manter sempre atento ao grande ecrã... Jennifer Lopez (Claire Peterson) do alto dos seus 46 anos continua em grande forma física mas aqui tem um papel pouco conseguido... Faz o papel de uma professora de literatura clássica que cita Homero enquanto lava a loiça e sofre noites sem fim porque o marido tem uma amante...

Nesta fragilidade imensa conhece o novo vizinho Noah (Ryan Guzman) de 20 anos, com um corpo todo trabalhado e de uma sensibilidade que a conquistou de imediato. Depois de alguma luta interior para que não acontecesse deixou-se envolver sexualmente com o rapaz e a partir daqui toda a sua vida muda... Noah revela-se um perfeito psicopata...

Um filme que faz pensar na consequência dos nossos atos, que faz refletir sobre as nossas atitudes quando estamos fracos... A fragilidade humana leva a que por vezes se façam coisas incríveis que levam a arrependimentos terríveis. Sou uma pessoa que muitos consideram snob por não me entregar facilmente, por não ser simpático logo e tem muito a ver com isto... gosto de dar passos certos, de saber ao que vou. Claro que também já cometi erros, quem não cometeu que atire a primeira pedra, mas agir por impulso pode correr bem pode correr mal e eu não gosto dessas probabilidades...

Se tens um vizinho novo... cuidado!!!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

As cinquenta sombras de Grey

Confesso que não li a trilogia publicada pela autora britânica E.L. James, que ficou milionária com a obra "As cinquenta sombras de Grey"... e só por essa razão já era um bom argumento para ir ver o filme ao cinema... eu que gosto tanto da sétima arte... afinal vejo tantos filmes que são adaptações de obras literárias que este foi apenas mais um...

Consigo perceber o que faz tanta gente gostar desta obra... afinal quem não gosta de uma história de amor? Quem não acha que o amor é o mais nobre sentimento do ser humano? E acho que é isto que cria todo o ruído que anda em volta do filme... Todas as outras razões não têm justificação... Erotismo? Zero... Pornografia? Zero... Alavancar relações adormecidas? Zero...

A história também me parece demasiado simples. Um multimilionário jovem, galã e, alegadamente, dominador e perverso, começa a ter inclinações sentimentais por uma mulher ainda mais jovem, hipoteticamente virgem. Básico...

Ela quer amor, ele diz que não faz essas coisas e daí nasce uma aborrecidíssima trama sem riscos nem vertigens, demasiado soft e previsível...

Há um dado que adorei no filme... a banda sonora... então a música interpretada pela Ellie Goulding é mesmo o expoente máximo... Vale a pena...

De resto também eu era o maior galã do mundo se tivesse um helicóptero para o primeiro date, ou então se tivesse na minha garagem carros topo de gama de várias cores para poder combinar com a roupa que trazia vestida... Por outro lado, a roupa interior da rapariga e as pilosidades púbicas de ambos são pormenores verdadeiramente assombrosos para um filme que muitos dizem ser hot...

Ah e já me esquecia, nos tempos que correm não há por aí quem fale em movimentos feministas? Não quer a mulher ser cada vez mais independente do homem? Não é a mulher que luta pela igualdade de direitos? Então acho que o filme não liga mesmo com esses factos... chicotes, cordas, algemas, controlo de telemóveis, de visitas, contratos cheios de regras numa relação a dois... há alguma mulher que goste?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Teoria de Tudo

Encontrei o meu vencedor do Óscar para o melhor ator... Grande desempenho de Eddie Redmayne no papel de Stephen William Hawking!!! (Mas só porque o Ben Affleck não foi nomeado para o galardão porque acho que fez um papelão no Gone Girl...)

A Teoria de Tudo fez-me pensar em vários aspetos da minha vida e enquanto vi-a o filme voltei a pensar muito em fazer o Doutoramento, algo que sempre quis, que ambiciono muito mas que pura e simplesmente, por este e aquele motivo vou adiando. Depois recordei, com saudade, os tempos de faculdade, o companheirismo entre colegas, as festas, os bate-papo horas a fio com as raparigas de engenharia civil ou de engenharia química sobre tudo e sobre nada... enfim, outros tempos... Depois a parte melhor do filme, e mais uma vez a certeza de que quem descobre o amor (e poucos sabem o que verdadeiramente isso é!!!) é uma pessoa feliz e realizada... 

Também se confirma que por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher... a frase é feita, mas na realidade este filme mostra isso. E não há à nossa volta tantos casos assim?
Lembram-se dos banhos públicos que em 2014 andaram por aí? Esses banhos tinham por trás uma campanha para angariação de fundos para o estudo da  esclerose lateral amiotrófica (ELA) e este filme retrata muito bem o que essa doença é capaz de fazer, contudo não significa o fim... e mesmo doente Stephen William Hawking dá-nos a todos uma lição de vida verdadeiramente impressionante... que prova que quem tem querer, ambição, vontade e principalmente AMOR consegue superar tudo...

Um filme que tem tudo para que quem é mais sensível possa gastar um pacote de lenços mas que a mim me deu uma energia imensa e uma vontade de viver incrível... Aconselho mesmooooo!!!!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sniper Americano

Sniper Americano está nomeado para 6 óscares da Academia norte-americana de Artes e Ciências Cinematográficas, entre eles o de melhor filme e basicamente adapta a obra autobiográfica em que Chris Kyle descreve a formação e treino dos SEAL, as batalhas em que esteve envolvido e as estratégias militares usadas, assim como a dor provocada pela guerra e as terríveis dificuldades no regresso a casa.

A grande diferença deste filme para outros do género está na luta que este homem trava consigo próprio para ser um bom pai e marido mas ao mesmo tempo não consegue desligar-se do "campo de batalha". E será certamente uma questão que muitas vezes também temos que enfrentar: o que será mais importante, a nossa carreira profissional ou a vida familiar?

Chris Kyle, brilhantemente interpretado por Bradley Cooper, alista-se na Marinha norte-americana e após os atentados de 11 de setembro é enviado para o Iraque onde demonstrou capacidades fora de série como atirador furtivo, com registos extraordinários debaixo de fogo. Entre 1999 e 2009, Kyle obteve o maior número de baixas como atirador da história militar norte-americana, o que lhe valeu o cognome de "A Lenda".

Taya, sua mulher, interpretada por Sienna Miller, vive em constante sobressalto pelo facto de Kyle personificar o espírito dos SEAL “nunca deixar um homem para trás”. Mas pergunto, quando casou não sabia que iria casar com um SEAL? Até que ponto a profissão pode ser importante num casamento? Deve-se olhar à profissão de quem queremos ter ao nosso lado ou o amor é superior a isso? Devemos numa fase das nossas vidas olhar pelas carreiras e deixar a família em segundo plano para posteriormente lhe dedicarmos todo o tempo? Ou a família é sempre o mais importante?

Um grande filme com realização de Clint Eastwood ("Cartas de Iwo Jima", "Gran Torino", "Invictus")que recomendo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Golden Globe Awards

Os Globos de Ouro, prémios do cinema e da televisão atribuídos pela associação de imprensa estrangeira de Hollywood, são vistos habitualmente como uma antecâmara dos Óscares, cujos nomeados vão ser anunciados na próxima quinta-feira.

E «Boyhood - Momentos de Uma Vida» foi o grande vencedor da noite ao arrecadar três prémios!!!

Além do prémio de melhor realizador para Richard Linklater, «Boyhood» venceu também nas categorias de melhor filme e melhor atriz secundária (Patricia Arquette).

E tal como tinha dito anteriormente, continuo a afirmar que é filme para ganhar o Óscar na noite mais esperada do cinema... A ver vamos...

Na mítica carpete vermelha o meu globo de ouro vai para o casal Adam Levine e a poderosissíma Behati Prinsloo...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

People's Choice Awards

Amantes da sétima arte, já foram entregues os primeiros prémios do ano!! E apesar de não ter sido o grande vencedor da noite, o excelentíssimo Ben Afleck arrecadou mais dois prémios para a sua vitrine pela participação naquele que considero um dos melhores filmes do ano de 2014... Gone Girl!!!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

BoyHood - Momentos de uma vida

Posso-me enganar mas Família será uma das palavras do ano de 2015. Nos últimos tempos, a família é desprezada, é maltratada, e o ano que agora começa servirá para que todos possamos reconhecer o belo, o autêntico e o bom que é formar uma família e o indispensável que isto é para a vida do mundo, para o futuro da humanidade. Entenda-se que para mim a família base é composta por pai, mãe e filhos...

Nesse sentido e como ponto de partida recomendo vivamente o filme "Boyhood – Momentos de Uma Vida", de Richard Linklater, que é um drama filmado com o mesmo grupo de atores durante 12 anos, entre 2002 e 2013. Trata-se de uma viagem única, ao mesmo tempo épica e intimidante, através da alegria da infância, das oscilações de uma "família moderna" e da própria passagem do tempo. O filme acompanha Mason (Ellar Coltrane), de 6 anos, ao longo da década mais impactante da sua vida, pelo meio de um turbilhão de mudanças, controvérsias familiares, casamentos instáveis, segundos casamentos, novas escolas, primeiros amores e amores perdidos, tempos memoráveis e tempos assustadores e uma constante miscelânea de desgostos e deslumbres. 

Mas os resultados são imprevisíveis, originando uma experiência profundamente pessoal, que nos molda à medida que nos revemos em diversos acontecimentos do filme. Mason, o menino sonhador que se confronta com a importante decisão da sua dedicada e lutadora mãe solteira, Olivia (Patricia Arquette), que decide refazer a vida em Houston, no momento em que o pai, Mason Senior (Ethan Hawke), há muito tempo ausente, retorna do Alasca para reentrar no seu mundo.

Numa maré de pais e padrastos, raparigas, professores e patrões, perigos, anseios e paixões criativas, Mason vai crescendo e descobrindo-se.

O tempo que vivemos é precioso e passa a correr pelas nossas vidas. São os pequenos momentos e as coisas simples que fazem toda a diferença. Para além disso quando existem filhos temos sempre que refletir sobre todas as decisões que tomamos diariamente e nas consequências que essas mesmas escolhas têm naqueles que mais amamos... os nossos filhos.

Claramente, filme merecedor de Óscar... Recomendo!