segunda-feira, 31 de março de 2014

4.º DOMINGO DA QUARESMA

"Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo.” Jo 9, 25

Há muitos tipos de cegueiras. 

Dos olhos, dos preconceitos, do coração... 
Involuntárias e voluntárias... 
A cegueira de ficar preso ao passado e a de só ter olhos para o futuro. 

Ver é um dom, um caminho e também a possibilidade de interpretar o visível, quando não, até “ver o invisível”, esse essencial de que falava Saint-Exupéry, apenas acessível pelo coração. 

Mas também vemos com os que nos rodeiam, e dos muitos pontos de vista podemos ver melhor.

As leituras deste Domingo propõem o tema da “luz”. Definem a experiência cristã como “viver na luz”.

Para o cego, que só vê Jesus no final, a identidade de Jesus vai-se aclarando com os interrogatórios: primeiro é “esse homem que se chama Jesus”, depois “um profeta”, “se Ele não viesse de Deus nada podia fazer”, até o reconhecer com “Senhor”.

Por entre as dificuldades sentimos crescer a coragem e a audácia deste homem. Já não é um “coitadinho” (exclamação que certamente ouviu muitas vezes), mas alguém com voz própria, capaz de atrapalhar a lógica escurecida e fechada dos fariseus e dos judeus, interpelando com ironia, e denunciando a cegueira de quem tudo afirma saber mas não está disposto a deixar-se interpelar por Cristo. 

É tão fácil colar rótulos, de “pecador”, como a este homem, ou tantos outros que prolongam a cegueira de quem os pronuncia, rejeitando as pessoas e o que se pode aprender com elas!

Quando o cego que passou a ver é expulso, sem família e sem religião, sem herança nem abrigo (e talvez sem “emprego”, pois dum cego sempre há quem se compadeça e deixe algumas moedas nas suas mãos), Jesus vem ao seu encontro. 

Sempre me confrontará esta predileção de Deus pelos excluídos, pelos abandonados, pelos que não têm lugar nos nossos círculos familiares e religiosos, mas sempre encontrarão lugar no coração de Deus. 

De Jesus conheceria aquele homem, o toque das mãos e o timbre da voz. O rosto nunca o tinha visto. E contudo já o seu coração estava próximo dele. O breve diálogo conduz à fé, a verdadeira iluminação, a passagem à visão verdadeira que só Jesus pode oferecer. 

Afinal quem julgava ver é que era cego. 

E nós somos cegos?

sexta-feira, 28 de março de 2014

Nunca é tarde para o perdão...


Cartaz do Filme

Pois é...

Nunca é tarde para pedirmos perdão...

E só conhece a fantástica sensação que este dom nos dá quando verdadeiramente o experimentamos...

Estamos em 1942. Dezenas de milhares de jovens e bravos soldados tornam-se prisioneiros de guerra quando as forças japonesas ocupam Singapura. 

Churchill chamou-lhe “o maior desastre que jamais se abateu sobre o Império Britânico”.
 
Eric Lomax, um Engenheiro de Comunicações de 21 anos e entusiasta dos comboios, é um dos homens que se rendem. Enviado para trabalhar na construção do notório Caminho-de-Ferro da Morte, na Tailândia, Eric é testemunha de sofrimentos inimagináveis: homens forçados a penetrar na rocha e na selva com as suas mãos nuas, açoitados, esfomeados e vítimas das doenças tropicais. 

Para trazer alguma esperança, constrói um posto de rádio secreto. À medida que ia relatando as notícias das derrotas de Hitler ou dos avanços americanos no Pacífico, um milhar de homens desesperados e exaustos resolviam sobreviver um dia mais. 

Quando o posto é descoberto, Eric enfrenta tortura, interrogatórios e muito pior. Dificilmente sobrevivendo à Guerra, regressa a casa, como muitos outros, mas a um país incapaz de imaginar o que ele e os seus colegas foram obrigados a passar. 

Atormentado pelo rosto de um jovem oficial japonês, Eric fecha-se completamente ao mundo que o rodeia. Mas um dia, décadas mais tarde, encontra uma bela mulher – num comboio, claro. Ela fá-lo rir, pela primeira vez desde há muito tempo. Namoram como adolescentes e casam rapidamente. Mas na noite de núpcias os pesadelos de Eric regressam: o jovem oficial japonês leva-o de volta aos horrores do passado, insistindo que a guerra não acabou. 

Patti, a sua esposa, encontra-o a gritar no chão do quarto. Humilhado e confuso, Eric volta a desaparecer dentro de si mesmo, atirando a sua fúria silenciosa contra a esposa e tornando a vida dela insuportável. Patti luta para descobrir o que atormenta o homem que ama. Combatendo o código de silêncio que une os antigos prisioneiros de guerra convence o enigmático Finlay a contar-lhe um chocante segredo. O oficial japonês que detém a chave para o que realmente aconteceu ao seu marido ainda está vivo, e Finlay conhece o seu paradeiro. Patti tem de decidir: deverá Eric, um homem desesperado por se vingar, ter conhecimento desta informação? E estará ela com ele, aconteça o que acontecer? A sua decisão leva-os a um regresso à Tailândia, para um final sensacional, inesperado e triunfante de uma extraordinária história verídica de heroísmo, humanidade e do poder redentor do amor.

Recomendo muito este filme...Não hesitem!!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Novos sons de Hip-Hop que me agradam

Sempre ouvi muito Hip-Hop...

Desde os tempos de General D, Da Weasel, Wu Tang Clan, Tupac Shakur, Cipress Hill...

Depois surgiram Mind Da Gap (uma referência nacional para mim!!), Eminem, entre outros!

E sempre achei curiosa a reação das pessoas quando me ouviam dizer que gostava desse tipo de sonoridades... Ou quando ia comprar um CD (outros tempos, mesmo!)

Acho que olhavam para mim, para o meu aspeto exterior, e não me reviam no cenário para o qual o mundo do Hip-Hop nos transporta...

Atualmente oiço muito Dengaz, Dealema, e Capicua. Conhecem?

Deixo-vos os clips...

Dengaz - Em Casa (feat. Masspike Miles)


Dealema - Bom Dia (feat. Ace)


Capicua - Sereia Louca


Muito bom mesmo...

terça-feira, 25 de março de 2014

Socorro...


Não é uma informação nova...muito menos é uma novidade para quem vai acompanhando o setor, mas é uma chamada de atenção para a população em geral...

A diretora do Departamento de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde, Dra. Maria Neira, indicou que «os riscos devidos à poluição do ar são mais importantes do que pensávamos». 

A poluição matou sete milhões de pessoas em todo o mundo em 2012, ou seja, foi responsável por 12,5 por cento das mortes nesse ano, tendo tornado-se o «principal risco ambiental de saúde do mundo», indicou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na apresentação do estudo onde constam estes dados, a OMS advertiu ainda para a necessidade de uma «ação concertada para melhorar o ar que respiramos» e para a redução das emissões tóxicas, que provocam doenças mortais.

«Os riscos devidos à poluição do ar são afinal mais importantes do que pensávamos em particular no que toca às cardiopatias e aos acidentes vasculares cerebrais», explicou a diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS.

Em conferência de imprensa, em Genebra, Maria Neira explicou que há «poucas riscos que tenham um impacto superior sobre a saúde mundial na atualidade que a poluição e o ar».

Quase todos nós conhecemos pessoas que faleceram de ataque cardíaco ou tiveram AVC's assim "do nada"...talvez esteja aqui uma razão para o acontecimento!

Mas no nosso dia a dia preocupamo-nos com o assunto? Acho que não...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Nãoooooooooooooooooooooooooo....




Madonna provoca de novo com a partilha de uma foto a mostrar uma considerável pilosidade na axila...Medoooo!!!

Não consigo perceber, o que leva figuras públicas a publicar este tipo de coisas... e com um orgulho imenso!!! Como é possível?

A imagem, partilhada na sua conta do instagram, com a mensagem «Long hair don't care» (Pêlos compridos, não importa) está a causar alarido por todo o lado, onde tanto se defende o direito à diferença, como se condena o «mau gosto».

Estas personagens têm milhões de seguidores nas suas redes sociais e em vez de serem úteis à sociedade com dicas verdadeiramente importantes, publicam estas fotos horríveis...

Juro que não entendo...espero que a ideia não seja criar uma tendência horripilante...

Não é, pois não Madonna?

3.º DOMINGO DA QUARESMA

"Dá-me de beber.” Jo 4, 7



Podemos falar de muitas sedes. 

Num primeiro momento, não é fácil pensar nos milhões de pessoas sedentas, do nosso planeta, que têm tanta dificuldade de acesso a água para consumo humano. Principalmente quando basta rodarmos uma torneira de casa para ela jorrar, abundante e cristalina.

Consideramo-la um direito, e esquecemos que é um privilégio (segundo dados da ONU, 770 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a uma fonte de água e 2,5 biliões vivem sem saneamento básico). Alguém soube que 2013 foi o Ano Internacional da Cooperação pela Água? Deram conta que sábado - dia 22 de Março - foi o Dia Mundial da Água

Mas a sede evoca também o desejo de uma vida mais plena, de uma felicidade a encontrar e a construir, da realização de uma vida com sentido.

Interessante verificar que neste III domingo da Quaresma todas as leituras falaram de água!!

Junto ao poço de Sicar, à hora em que o sol está no seu zénite e o calor é insuportável, duas sedes se encontram. A da samaritana e a de Jesus. No meio da desconfiança, Jesus ensina a confiar. Pede e oferece. Não se prende a barreiras e preconceitos. Escuta e acolhe as interpelações da mulher. Propõe pensamentos novos, revela a verdade sem condenar, convida a entrar numa relação que transforma tudo: quem pede de beber, afinal, é fonte de água viva; quem não merecia crédito, pelas infidelidades, torna-se motivo de confiança para todos. A fé e a caridade entrelaçam-se, ensinam-nos que dar é também tudo receber do outro, para passarmos dos gestos solidários à fraternidade. A samaritana recebe o amor, Jesus recebe o testemunho, ela vence o medo e a vergonha, Jesus é reconhecido como Salvador do mundo. 

Toca-me particularmente o pormenor do “cântaro” abandonado pela samaritana, depois de se encontrar com Jesus… O “cântaro” significa e representa tudo aquilo que nos dá acesso a propostas limitadas, falíveis, incompletas de felicidade. O abandono do “cântaro” significa o romper com todos os esquemas de procura de felicidade egoísta, para abraçar a verdadeira e única proposta de vida plena. Estarei, eu, disposto a abandonar o caminho da felicidade egoísta, parcial, incompleta, e a abrir o meu coração a uma vida nova?

sexta-feira, 21 de março de 2014

Atividade de fim de semana


Gosto de filmes baseados em histórias reais e O Sonho de Wadjda tem todos os condimentos para ser um filme para mim...

Wadjda, uma menina de dez anos de idade, vive num subúrbio de Riad, capital da Arábia Saudita. Não obstante o conservadorismo da sua família, que preza o recato da mulher desde o nascimento, Wadjda é uma criança extrovertida, afoita e decidida, a quem é difícil impor limites na sua condição feminina e visão infantil. 

É o caso das brincadeiras com alguns amigos como Abdullah de que, mesmo mal vistas pela família e vizinhança, Wadjda não prescinde. Precisamente na sequência de uma discussão com Abdullah, Wadjda aposta ser capaz de andar tão bem de bicicleta quanto ele. Uma prática olhada como desvirtuosa para as raparigas, transforma-se num sonho a conquistar. Wadjda está decida a consegui-lo, mas convencer a família e a comunidade de que uma brincadeira de rapazes não põe em causa nem a sua feminilidade nem a sua virtude não vai ser fácil. Aberto um concurso de memorização e recitação do Corão na escola, Wadjda encontra a oportunidade de conciliar o seu desejo com as expetativas que sobre si recaem… 

Primeiro filme realizado por uma mulher na história do cinema da Arábia Saudita, O Sonho de Wadjda é, à partida e por esse mesmo facto, uma proposta atraente para um Ocidente com vasta criação cinematográfica no feminino. 

Inevitavelmente, a história de Wadjda tem algo de biográfico, não obstante a rara sorte da realizadora em ter um pai e uma mãe atentos aos sonhos das filhas, os primeiros a encorajá-las a estudar e a perseguir a sua vontade, sem ceder à pressão do meio cultural conservador em que cresceram, o que lhes custaria algum isolamento. Precisamente por ter experimentado a constrição humana da condição feminina no seu país, ditada por um rígido normativo cultural, mas também a possibilidade de dilatação, a personagem criada por Haifaa, igual a tantas meninas cheias de potencial que sabe existirem, pelo menos, na sua cidade natal, surge como porta de esperança, consistentemente aberta, para uma Arábia Saudita mais justa e igualitária. E um mundo, desperto pelo cinema, mais atento a esta realidade. 

Bom mote para o diálogo inter religioso, O Sonho de Wadjda ganha pelo sentido positivo que prevalece no tratamento de uma realidade certamente trágica para aquelas mulheres que ousem desafiar o código moral sob o qual nasceram, pela integridade da protagonista e pela justa combinação de vigor e elegância na construção narrativa. 

Gosto mesmo destas coisas...

Primavera


O dia está cinzento e a temperatura desceu...
O trabalho está ao rubro...
Chega a hora de almoço...
Entro no ginásio...
Equipo...
Coloco os fones...
Oiço The Gift...
Álbum Primavera...
Corro 4.1km...
Tiro os fones...
Desequipo...
Tomo duche...
Regresso ao trabalho....
O dia continua cinzento e a temperatura não aumentou...
Mas o meu estado de espírito animou...



Não sou poeta nem faço poesia mas hoje é o Dia Mundial da Poesia e achei que o devia ser assinalar... 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Hoje o dia é exatamente do tamanho da noite


De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, estão previstas nuvens até ao final da manhã no litoral oeste e que de tarde as nuvens e talvez a chuva regressam ao interior norte e centro. Vai também ficar mais frio.

É num dia assim, à tardinha, que hoje chega a primavera, quando forem 16:57. Suzana Ferreira, do Observatório Astronómico de Lisboa, explica que todos os anos o início da estação difere (por vezes é no dia 21), devido ao alinhamento da terra em relação ao sol e também porque a terra não é um círculo perfeito nem o seu movimento é igual.

A hora do início do equinócio da primavera depende portanto desses ajustamentos devido ao eixo de rotação do planeta e o mesmo acontece nas outras três estações. Os dias vão agora começar a ficar cada vez maiores até ao Equinócio do outono, quando voltam a ser iguais às noites.

São os únicos momentos em que tal acontece. No hemisfério sul, na cidade de Ushuaia, Argentina, uma das mais a sul do planeta, o sol vai nascer às 10:30 e pôr-se às 22:46. E no ponto mais setentrional (a norte), numa pequena localidade da ilha de Spitsbergen chamada Longyerbyen, o sol nasce às 04:52 e põe-se às 17:21. Doze horas em ambos os casos.

Mas lembra Suzana Ferreira que, excetuando quem vive na linha do equador, tudo muda a seguir. Se em Portugal os dias vão ficando maiores à razão de um minuto em cada 24 horas, naqueles locais a diferença é de 15 minutos diários. Quando chegar o Verão de Portugal Longyerbyen terá dias intermináveis e Ushuaia a noite mais longa.

«Nos dias a seguir e nos anteriores (à primavera) as diferenças são mínimas em Portugal», diz a responsável, palavras que indicam uma chegada discreta de uma estação que simbolizava o início do Verão (que chega oficialmente a 21 de junho). A palavra deriva da expressão em latim "primo ver", ou primeiro Verão.

É na verdade associada aos dias de sol, ao renascer da natureza e ao calor. Mas também às alergias provocadas pelos pólenes, cada vez mais agressivos devido à poluição, de acordo com especialistas.

E é ainda ela que determina a Páscoa, que é marcada para o domingo que se seguir à primeira noite de lua cheia após o equinócio.

Tirando as alergias (por acaso não padeço destes males!!!), é por norma uma estação do agrado de todos e antecede também outro momento normalmente apreciado, a mudança da hora, no último domingo do mês, quando o sol se põe, de um dia para o outro, uma hora mais tarde.

Digam lá que a natureza não é fantástica...

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia de São José


É um dia histórico...

É fantástica a ideia de ser pai de três filhos, sem ter filho do meio... É uma enorme alegria...

As minhas filhas gémeas celebraram pela primeira vez comigo o Dia do Pai e não há melhor sensação do que chegar a casa e ter duas bébes a correrem para mim... Que importante que sou! Fantástico.

Quanto ao Simão, ainda está na barriga da mamã, mas para o ano está cá para as curvas!

Olhando bem para a minha vida penso: Pai,eu, que ainda estou a aprender a ser filho?

Cresci com a sensação de que o dom da paternidade tinha, perversamente, algo que ver com a velhice, embora nunca tivesse percebido se era um resultado dela ou a sua causa...

Os anos passaram e não dei por isso. Não sou velho, nem me sinto velho mas a paternidade modifica um homem. Oh, se modifica...

Um filho torna-nos mais despertos para a realidade, a dura realidade. Somos jovens, sem responsabilidades, somos invulneráveis até ao dia em que nos achamos com um, ou no meu caso, dois filhos nos braços. Então descobrimos um mundo completamente novo. E esta novidade chama-se responsabilidade.

Não posso também esquecer o outro lado deste dia, que é o facto de ser filho, para saudar com enorme afeto o meu querido pai. Acredito que somos extensões dos nossos progenitores e nesse sentido tenho de dar graças por tudo o que o meu pai me deu. Desde a sua paciência até à calma perante a vida que sempre me transmitiu.

Obrigado pai, por tudo!

A propósito deste dia disse, hoje no Vaticano, o Papa Francisco: "Eles [filhos] têm necessidade de vós [pais], da vossa presença, da vossa proximidade, do vosso amor. Sede para eles São José, guardiães do seu crescimento em idade, em sabedoria e em graça, guardiães do seu caminho".